domingo, 24 de abril de 2016

Gordinho

Você veio pra mim (ou melhor, eu fui até você) em uma sexta-feira santa há vários anos, o melhor presente de Páscoa que eu poderia ganhar. Eu já te queria e babava por você desde bem antes de você nascer, sabe? Corria atrás de notícias suas enquanto você ainda era uma sementinha. Seu nome era baseado em um desenho infantil, e a decisão unânime aqui de casa foi mudar pra algo mais a nossa cara. Foi amor à primeira vista naquele dia. Eu queria te enroscar em mim e não te deixar ir embora nunca mais. Eu ainda quero isso. Tinha um medo, sabe, de não saber fazer direito essa coisa de ser dona. Cada choro seu era (e ainda é) um aperto no meu coração. Mas você é perfeito e me entende tão bem... E nasceu tanto pra ser meu que veio nos moldes perfeitos pra conquistar não apenas a mim, mas a qualquer um que te veja. Cresceu gordinho, peludo, carinhoso e preguiçoso. Prefere passar a tarde esparramado na cama comigo do que qualquer outra coisa, e eu te amo tanto por isso (e por mil outros motivos).
Você é a coisa mais linda que já existiu nesse mundo, e tudo o que eu quero é a sua felicidade. Quando você vem até mim e só deita, quietinho, eu me sinto completa, sabe? Te deixar de manhã é a parte mais triste do meu dia, mas chegar em casa pro seu rabo balançando compensa tudo.
Eu amo tanto você.
Tanto.
E por mais que você não fale a minha língua, eu sei muito bem que você me entende mais do que qualquer ser humano nesse mundo. Você me consola, me alegra e me acompanha a qualquer momento.
Você é eterno. Tem que ser.

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