Tem uma diferença muito grande - e não apenas a semântica e a linguística - entre a gente junto e a gente separado. E não sou nem eu quem está dizendo isso, que já fique claro desde o princípio. É algo que me disseram e que eu não consigo mais tirar da cabeça. A gente tem uma energia palpável, aparentemente. Há mais de um ano, antes de isso tudo virar a bagunça que é hoje em dia, um certo casal me observava conversando com outro moço. Eu tinha interesse, ele também, e nós dois sabíamos, mas isso não ficava claro pra quem olhava de fora. Esse casal, inclusive, chegou a comentar o quanto parecia que eu queria sair correndo dali na primeira oportunidade que surgisse. Eu e o moço não criamos um clima no ar, sabe? Parecíamos apenas duas pessoas juntando o útil ao agradável. A gente separado não é uma cena inspiradora de se ver.
Esse casal, no entanto, já presenciou a gente junto, também. Eles estavam presentes em vários dos nossos momentos de recaída... E sabe o que é curioso? A moça que faz parte dele sempre relata que o ambiente muda quando a gente tá junto. Surge uma entidade no ar... Surge um aspecto palpável e claro de que a gente tá exatamente onde deveria, e acompanhado de quem deveria.
Como faz truques, esse universo.
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