quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Começo

Você apareceu e eu meio que não depositei muita esperança, sabe? Ia ser mais um que ia me animar, me proporcionar momentos bacanas e depois ia perceber que eu não era bem o que tava procurando. Mas eu não liguei muito, tava contente com a possibilidade de explorar mundos novos, pessoas novas... E acabou que você foi a melhor pessoa nova que surgiu pra mim em um bom tempo.
A gente saiu e eu meio que não tinha muita esperança, sabe? Seria mais uma ida ao cinema com alguns beijos que ficaria só nisso mesmo, porque você não ia ligar no dia seguinte e nem responder às mensagens que eu enviasse. Como foi com os outros. Só que aí você se preocupou com meu bem estar desde o começo, me acompanhou até onde deu, pediu pra eu avisar quando chegasse segura em casa e - num gesto extremamente adorável - fez uma dancinha de comemoração por ter se encontrado comigo. E bem ali, mesmo eu já estando ganha antes, você me ganhou mais ainda. Só que não era uma competição, como ainda não é. Você não ligou no dia seguinte, de fato, mas foi porque a gente não parou de se falar nem por dez minutos - e o telefonema não se fez necessário.
Você manteve contato e eu meio que não tive muita esperança, sabe? Aquele botãozinho na minha cabeça deixava bem claro que em instantes chegaria a hora em que você cansaria (ali eu já sabia que essa função não era mais minha). Só que aí você fez seis horas extras no trabalho e saiu do seu caminho só pra me ver por vinte minutinhos, porque passar o mês seguinte longe sem nem se despedir parecia uma ideia insuportável demais. Nesse momento, mais uma vez, eu me apaixonei por você.
Como me apaixono todos os dias.
Todo o tempo.
Por tantos motivos.
E se eu já achava que o nosso começo era glorioso e admirável, mal sabia a eu daquela época que, sim, dava pra ficar ainda mais feliz.

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