É engraçado porque, não importa quantos livros você leia e quantos filmes você veja, nada é capaz de te preparar para a sensação de estar no completo breu e olhar para o céu. Cercado somente pelos sons da natureza, com um canto de cigarra e o correr de um riacho, um vento gelado batendo no corpo e, ao encarar o alto, se deparar com o céu estrelado que só as cidades pequenas, com pouca eletricidade, podem proporcionar. O sentimento lembra uma daquelas caixas negras feitas em aulas de física, onde só alguns buraquinhos permitem a entrada de luz. Parece que Deus está brincando de aula de física. Cobriu o mundo com um pano preto, vedou bem, fez uns furinhos em lugares programados e ligou uma lâmpada brilhante, na luz e no ângulo certos. Estrelas são pontes para a verdade, eu diria. A vontade de alcançá-las e se deixar levar por elas é algo completamente indescritível. Estar abaixo de um mar de estrelas, então, como se elas fossem tudo o que existe... Não há palavras. E é por isso que assistir a filmes ou ler livros nunca vai ser suficiente. É necessário experimentar, sentir. E, pelos céus (que eu amo cada dia mais), espero que todos possam um dia.
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